quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ESPELHOS BIZARROS

Tive um grande desprazer neste dia de finados quando li no Diário do Povo um artigo da lavra de uma dessas bestas que certamente não possuem espelho em casa, ou se possuem deve ser um daqueles espelhos bizarros em que a verdade nunca é retratada fielmente.

O autor do artigo diz que o Governador do Piauí tomou a decisão correta requerendo à Polícia Federal que investigue a morte da universitária, Fernanda Lages, pois, segundo ele, a referida polícia só costuma decidir tecnicamente. Quaisquer outros convencimentos, senão os técnicos ou científicos não são aceitos pela PF e os jovens procuradores federais, diferentemente da Polícia Civil e delegados que atendem a outras conveniências – segundo ainda argumentos do não magno advogado.

Minha gente, em toda instituição tem homens bons e ruins, homens honestos e desonestos. Se a Polícia Civil tem seu carma, a Polícia Federal também tem. Nenhuma instituição está acima de qualquer suspeita. A própria Policia Federal tão elogiada pelo sinistro autor do artigo também comete erros e já teve vários delegados, agentes e escrivães demitidos por desvio de conduta, apenas não dão a devida notoriedade que costumam dar quando o caso envolve a Polícia Civil. Um dos últimos delegados da PF a ser condenado – foi o da operação SATIAGRAHA, que pegou uma pena de 3 anos e 4 meses por forjar provas. Também foi condenado o seu escrivão, braço direito do delegado. O “site” conjur.com.br traz as informações que foram veiculados em nível nacional, mas que não foram vistas pelo falastrão nada magno. A sentença de 46 páginas foi aplicada pelo juiz Ali Mazloum da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo. O juiz, segundo o conjur.com.br, destacou que o delegado federal efetuou práticas de monitoramento clandestino, mais apropriados a um regime de exceção. Aliás, o referido delegado foi até eleito deputado federal pelo PC do B com os votos de um palhaço, ou melhor, com os votos de milhares de palhaços que o colocaram no parlamento como prêmio pelas fraudes cometidas a frente de um inquérito naquele órgão acima de qualquer suspeita. O nada magno não tem conhecimento disso, pois interessa a ele atacar somente o seu próximo.

O autor do artigo diz com deboche “esse CICO deve ser extinto a exemplo do Comando Corisco”. Particularmente, não acredito em erro gramatical por parte do não magno advogado ao fazer essa concordância vil. Acredito sim que ele quis ofender os policiais, como de fato ofendeu, quando percebemos pela natureza oculta na infeliz frase que não ousou revelar, mas deixou nas entrelinhas o desejo ofensivo de dizer “esse CIRCO deve ser extinto a exemplo do Comando Corisco”.

Ora, minha gente, pelo nível da sugestão e do deboche disfarçado, é possível perceber que tipo de Administrador Público tivemos. No Piauí, os cretinos costumam matar o boi para tirar alguns carrapatos, enquanto, em todo lugar retiram-se os carrapatos para salvar o boi. É por causa desse tipo de administrador que o Piauí não avança. É por causa desse tipo de raciocínio que o Piauí serve de deboche por todo o Brasil. Esse tipo de profissional só tem notoriedade quando estar na Administração Pública que por estranha coincidência é também onde faz fortunas.

Ora, se alguma instituição tiver erros como de fato os tem, devemos primar pela sua correção e não pela sua extinção. Do contrário já deveríamos ter extinto todas as Secretarias de Estado, mormente a de Administração onde o autor do artigo prestou um grande desserviço ao Estado do Piauí na época em que serviu naquele órgão.

Wagner Nunes Leite

Teresina, 02/11/11

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